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Carreira e emprego - Chefia e liderança
Escrito por Milena Queiroz Gonçalves Santos   
Ter, 06 de Janeiro de 2009 21:18
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Logística
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O QUE É LOGÍSTICA
 
De acordo com o dicionário Aurélio, logística vem do francês “logistique” e tem como uma de suas definições “parte da arte da guerra que trata do planejamento e da realização de: projeto e desenvolvimento, obtenção, armazenamento, transporte, distribuição, reparação, manutenção e evacuação de material (para fins operativos ou administrativos)”
 
O termo Logística foi desenvolvido pelos militares para designar estratégias de abastecimento de seus exércitos nos "fronts" de batalha, com intuito de que nada lhes faltasse. Armamentos, munições, medicamentos, alimentos, vestuários adequados, nas quantidades certas e ao tempo certo, eram de suma importância, pois não adiantaria absolutamente nada se os soldados recebessem tudo aquilo que necessitavam depois de derrotados pelo inimigo. A Logística então surge aí. Em tempo de globalização e de alta competitividade empresarial.
 
A logística, hoje em dia é sem sombra de dúvida o grande diferencial em termo de gestão administrativa. Em termos atuais, podemos dizer, em poucas linhas, que logística é a arte da preparação da produção que cuida:
 
1.      Do planejamento dos materiais;
2.      Da obtenção de materiais;
3.      Do planejamento da linha de produção;
4.      Da alimentação das linhas de produção;
5.      Da distribuição dos produtos finais.
 
Após o "boom" de desenvolvimento e melhorias do processo produtivo e da qualidade, as atenções se voltaram para este segmento como sendo uma das áreas restantes que poderiam reduzir custos, aumentar produtividade e, principalmente, trazer melhor atendimento aos clientes.
 
A logística tem sido foco de atenções, de cursos e sua grande amplitude tem despertado interesse em muitos estudiosos. Novos processos, novos estudos e testes têm criado novas ferramentas de trabalho, que colaboram ainda mais para o amadurecimento do reconhecimento da logística como aumento no pacote de valor oferecido ao cliente.
 
A Logística empresarial é vital para a economia e para a empresa individual. É fator-chave para incrementar comércio regional e internacional. Sistemas logísticos eficientes e eficazes significam melhor padrão de vida para todos. Na firma individual, atividades logísticas absorvem uma porção significativa de seus custos individuais. Estes custos, que são em média cerca de 22% das vendas, determinam muitas vezes se uma firma será competitiva. Boa administração é essencial.
 
 
OBJETIVO DA LOGÍSTICA
 
A Logística empresarial tem como objetivo prover o cliente com os níveis de serviços desejados. A meta de nível de serviço logístico é providenciar bens ou serviços corretos, no lugar certo, no tempo exato e na condição desejada ao menor custo possível. Isto é transportes, manutenção de estoques, processamento de pedido e de várias atividades de apoio adicionais.
 
 
DISTRIBUIÇÃO FÍSICA
 
A Administração de materiais e a distribuição física integram-se para formar o que se chama hoje de logística empresarial. Muitas companhias desenvolveram novos organogramas para melhor tratar das atividades de suprimento e distribuição, freqüentemente dando status de alta administração para a função, ao lado de marketing e produção. O tempo da logística empresarial está chegando e uma nova ordem das coisas está começando.
 
A natureza da distribuição física faz parte da logística empresarial. Distribuição física é aquele aspecto da administração de empresas que trata de servir a demanda pelos produtos e serviços da firma. Ela é executada nos três níveis da administração:
 
1)      No longo prazo, isto é, o planejamento estratégico de como a distribuição deve ser executada;
2)      A utilização do sistema de distribuição, isto é, o planejamento tático;
3)      A execução diária das tarefas de distribuição, isto é, a operação.
 
As muitas alternativas que a administração tem para garantir serviço de distribuição física eficiente e eficaz fazem desta uma área complexa para o gerenciamento.
 
 
Compensação De Custos, Custo Total E Sistema Total
 
Os conceitos de compensação de custos, do custo total e do sistema total são muito importantes para o tema em tela;
 
·         A compensação de custos: reconhece que os modelos de custos das várias atividades da firma por vezes exibem características que colocam essas atividades em conflito econômico entre si;
 
·         Custo total: reconhece que os custos individuais exibem comportamentos conflitantes, devendo ser examinados coletivamente e balanceados no ótimo. Os conceitos de custo total e compensação de custos caminham lado a lado;
 
·         Sistema total: representa uma filosofia para gerenciamento da distribuição que considera todos os fatores afetados de alguma forma pelos efeitos da decisão tomada.
 
 
Essencialmente, esses conceitos nos animam a olhar além da minimização dos custos isolados de transporte, de estoque ou de processamento de pedidos. Pelo contrário, áreas que têm comportamentos opostos nos seus perfis de custo, como transportes e estoques, devem ter suas parcelas de custo identificadas e balanceadas numa combinação ótima. Esta idéia de compensar custos conflitantes deveria ser estendida até os limites da responsabilidade pela distribuição física da firma, uma vez que existem interfaces com áreas como marketing e produção e mesmo com atividades logísticas das firmas, além dos limites da própria empresa.
 
O tipo de distribuição depende em grande parte da natureza do produto movimentado, do padrão de sua demanda, dos custos relativos das várias opções de distribuição física e das exigências de nível de serviço.
 
 
ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS
 
De muitas formas, a administração de materiais é o inverso da distribuição física. Trata do fluxo de produtos para a firma ao invés de a partir dela. Muitas atividades da administração de materiais são compartilhadas com a distribuição física. Entretanto, existem algumas diferenças que são a chave da boa administração do fluxo de suprimento. Essas diferenças enfocam principalmente o modo pelo qual os fluxos são iniciados e sincronizados e a seleção das fontes de fornecimento.
 
A movimentação de bens na parte do abastecimento da empresa, a atividades de suprimento físico são bastante semelhantes àquelas da distribuição física, sendo as diferenças uma questão de grau e da maneira com que os fluxos são iniciados. Devido a estas similaridades, pode-se argumentar que a administração integrada do suprimento físico e da distribuição faz sentido para a maior parte das companhias.
 
Atividades Da Administração De Materiais
 
As atividades-chave para a administração de materiais sãs as mesmas da distribuição física:
 
·         Processamento de pedidos;
·         Transporte;
·         Controle de estoques.
 
 
As atividades que apóiam estas funções-chave são:
 
·         Obtenção;
·         Armazenagem;
·         Manuseio de materiais
·         Projeto de embalagem;
·         Sistema de informação logística (SIL).
 
O gerente de materiais utiliza essas atividades para suprir a operação da produção com peças e materiais necessários. Isto é realizado pelo abastecimento para estoque em antecipação a essas necessidades. O gerente de materiais procura oferecer bom nível de serviço de maneira eficiente.
 
Administração de materiais é função dentro da organização que tem diversos significados, dependendo de quem a define. Aqueles que a enxergam a partir do ponto de vista da distribuição física freqüentemente a vêem como atividade de compras. Aqueles com visão de compras a vêem como uma função que engloba, além das atividades de movimentação do fluxo de suprimento da organização, muitas das atividades da distribuição física.
 
A Administração de materiais tem a conotação de gerenciar as atividades de movimentação e estoque no lado do suprimento da organização. A função deveria incluir não apenas aquelas atividades que resultam no movimento de peças e materiais para a firma, mas também aquelas atividades preocupadas com a disposição de rejeitos e o retorno de materiais insatisfatórios aos fornecedores. Dessa forma, a administração de materiais vai além das atividades de compras e está voltada principalmente com o movimento de bens para o abastecimento da empresa.
 
 
1 - Processamento de pedidos
 
O primeiro elemento-chave das atividades logísticas primárias, é a entrada e processamento de pedidos. É uma atividade importante, pois sua duração faz parte do tempo de ciclo total, que é elemento-chave do nível de serviço oferecido aos clientes. Sua velocidade e precisão são itens importantes para a administração desta função. O fluxo de informações de pedidos é fator a ser considerado no projeto e operação do sistema logístico.
 
O processamento de pedidos subdivide-se em tarefas como:
 
·         Entrada de pedidos
·         Ttratamento;
·         Verificação de crédito;
·         Relatórios de andamento; e
·         Cobrança.
 
Nem todos estes processos afetam a duração do tempo de ciclo. O bom projeto do sistema minimiza o número destas tarefas a serem completadas em seqüência, de forma a abreviar o tempo de ciclo o máximo possível.
 
O ditado "tempo é dinheiro" está no coração das atividades de entrada e processamento de pedidos no composto logístico. A velocidade com que as informações precisas de vendas são comunicadas pelo sistema logístico freqüentemente determina a eficiência das suas operações do mesmo, sendo o fator-chave no nível de serviço finalmente oferecido ao cliente. Assim, comunicações lentas e imprecisas podem custar muito caro para a organização, pois consumidores irados transformam-se em vendas perdidas, os estoques tornam-se excessivos, o transporte fica imprevisível e a programação da produção pode gerar preparações desnecessárias e custosas. Processamento rápido e exato dos pedidos minimiza o tempo de resposta ao cliente e suaviza o comportamento do fluxo de mercadorias pelo sistema logístico.
 
 
Características da entrada e processamento de pedidos
 
As características essenciais da entrada e processamento de pedidos são:
 
1.      A natureza da entrada e processamento dos pedidos;
2.      As atividades básicas do sistema de entrada de pedidos;
3.      Os enfoques alternativos para a entrada e processamento de pedidos;
4.      Os procedimentos operacionais do sistema de entrada de pedidos.
 
 
O projeto e a operação do sistema de entrada e processamento de pedidos têm sido afetados pela moderna tecnologia mecânica e eletrônica. A decisão de optar-se pela automação deve ser cuidadosamente avaliada em função do volume de ordens a serem processadas e da flexibilidade necessária.
 
 
2 - Transporte
 
O transporte representa o elemento mais importante do custo logístico, na maior parte das firmas. O frete costuma absorver dois terços do gasto logístico e entre 9% a 10% do produto nacional bruto para a economia americana como um todo. Por esta razão, o especialista em logística deve ter bom conhecimento deste tema.
 
 
- Administração de transportes
 
A administração de tráfego ou de transportes é o braço operacional da função de movimentação realizada pela atividade logística. Sua principal responsabilidade é garantir, todo dia, que as operações de transporte sejam executadas eficaz e eficientemente.
 
·         Quando são utilizados transportadores contratados, as principais preocupações estão no uso eficiente deles, em negociar os melhores fretes possíveis e na documentação necessária para iniciar o movimento de mercadorias, que serve para cobrança dos pagamentos e para estabelecer responsabilidade pelas mercadorias em trânsito;
 
·         transporte próprio interessa-se principalmente em programar o uso eficiente do equipamento e em garantir o nível de serviço desejado. Diferentes tipos de decisão são tomadas em cada caso.
 
 
- Sistema de transporte
 
Logística pressupõe movimento de bens e serviços dos pontos de origem aos pontos de uso ou consumo; a atividade de transporte executa este movimento gerando os fluxos físicos dos mesmos ao longo dos canais de distribuição, que também são relacionados com a movimentação das unidades de transporte.
 
A atividade de transporte executa os movimentos de produtos ao longo dos canais de distribuição, mediante o uso de várias modalidade de transporte, que fazem os "links" entre unidades de produção ou armazenagem e os pontos de compra ou consumo.
 
a) Como mensurar as atividades de transporte
 
As atividades de transporte são mensuradas mediante dois parâmetros:
 
1.      Distâncias percorridas entre os pontos de produção e de consumo;
2.      Tempo em que os fluxos ocorrem. Denomina-se este parâmetro como “tempo em trânsito”, o qual é também uma variável muito importante em logística, pois influi nos volumes de estoque, nos custos de manutenção de estoques, nos períodos de cobrança e também no nível de serviços que uma empresa pode oferecer.
 
 
Os fluxos físicos nos canais de distribuição geram, portanto, as utilidades de tempo e de lugar e podem ser efetuados por modalidades de transporte de vários tipos, dependendo das decisões estratégicas que são tomadas em função dos seguintes fatores e características das transações:
 
·         Tipo de produto - valor, peso, volume, perecibilidade, etc;
·         Tipo de mercado - tamanho, local, vias de acesso, sazonalidade, etc;
·         Método de compra - prazos, faturamento, frete adotado, etc;
·         Localização - da unidade produtiva, redes de armazenagem, local dos pontos de transação ou compra dos bens;
·         Variedade dos modos de transporte disponível.
 
 
b) A escolha das modalidades de transporte
 
A escolha das modalidades de transporte a serem utilizadas para efetuar operações logísticas eficientes está ligada às formas de desempenho de cada tipo de transporte, no que se relaciona com preço, capacidade, flexibilidade, tempo em trânsito, terminais, atributos intermodais, etc:
 
1.      RODOVIÁRIO - serve para encomendas pequenas do tipo TL ou LTL (TL = truck load, LTL = less than truck load), curtas, médias e longas distâncias, com coleta e entrega ponto-a-ponto, e flexibilidade de rotas. Pode ser definida pela função:
 
TR = f(rotas, km, peso, preço)
 
2.      FERROVIÁRIO - indicado para cargas de grande tonelagem, valor unitário baixo, sem urgência de entrega, apresenta taxa de danos alta, terminais fixos, não é usado quando se requer coleta e entrega ponto-a-ponto. Até os anos 60 era dominante em função da escassa oferta de caminhões e de malha rodoviária.
 
Terá que competir com hidrovias em certas áreas, quando estas estiverem prontas e disponíveis, pois a relação energia/tonelagem é bem mais favorável para o transporte fluvial. Nos EUA e na Europa observou-se um declínio do transporte ferroviário na crise energética de 1973 e também pela qualidade das hidrovias e redes de canais de navegação.
 
As perspectivas futuras do transporte ferroviário no Brasil dependem dos programas de privatização, dos investimentos em novas ferrovias, frente à uma eventual e necessária recuperação de rodovias e da modernização dos portos.
 
3.      HIDROVIÁRIO - Existem duas modalidades:
 
·      Marítima - oceânica, costeira
·      Fluvial - rios, canais de navegação e lacustre.
 
Esta modalidade tem possibilidades futuras positivas, embora não apresente flexibilidade de rotas e terminais. Depende, portanto, de soluções intermodais, da expansão do uso de containers, e de legislação que possibilite maior agilidade do processamento em armazéns alfandegados (dry-docks)
 
Com a inclusão de novos membros no MERCOSUL, principalmente aqueles situados na orla do pacífico e que poderão realizar exportações para a costa da Ásia, deve-se prever um aumento do transporte intermodal nesta região, com uso de rodovias até o Chile e containers embarcados para os mercados asiáticos. A tecnologia atual permite que sejam utilizados métodos como o "roll on - roll off" para remessa de veículos ou o "TOB ou COB", que tornam possíveis, rápidas e seguras operações de embarque e desembarque.
 
4.      AEROVIÁRIO - modalidade rápida,. segura, com nível de perdas e danos baixo, custos altos; devendo ser escolhido para médias e longas distâncias, para os produtos de alta densidade na relação: TAER = f(peso x volume x valor)
 
Adota-se também esta modalidade para remessas de urgência e cargas complementares de baixa durabilidade. A definição de fretes e cargas aérea deve ser sempre negociada, porque muitas vezes as companhias aéreas aceitam cargas de mais volume e menos peso, premidos pela necessidade de completar a carga da aeronave.
 
O transporte aéreo apresenta tempo de viagem rápido, pois as aeronaves, como o Boeing 747, deslocam-se com velocidade entre 800 a 900 km/h. Esta vantagem pode, em muitos casos, ser prejudicada com um "time lag" maior em decorrência de poder haver congestionamento nos terminais, associados às demoras de alfândega e manuseio de palets nos pátios.
 
 
Em resumo, a seleção e o uso de transporte dentro do conceito moderno de logística, deve seguir um esquema que de maneira geral examina os seguintes pontos:
 
·         Escolha da modalidade de transporte;
·         Seleção do transportador (próprio ou terceiros);
·          Operações executadas internamente ou externamente:
- Equipamento a ser utilizado;
- Contratos ou tarifas;
- Informações, sistemas e administração;
- Termos gerais dos fretes;
- Terminais de origem e destino;
- Recursos humanos internos e externos;
- Métodos e amplitude dos controles.
 
 
- Transporte internacional
 
O transporte internacional é uma área de interesse crescente e interessa ao profissional de logística. O equipamento utilizado domesticamente, com exceção de certos elementos, têm sua importância relativa alterada. Por exemplo, o container é popular no transporte internacional.
 
As rotas, naturalmente, são diferentes daquelas usadas internamente. O usuário de transporte internacional pode sentir-se sufocado pela maior documentação, pelas diferenças na responsabilidade do transportador, pelos vários procedimentos aduaneiros; todos eles complicados, porque dois ou mais governos têm jurisdição sobre a movimentação. Por sorte, existe um excesso de intermediários, agentes, despachantes de frete e comissariarias para auxiliá-lo.
 


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Última atualização ( Ter, 06 de Janeiro de 2009 21:24 )