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| Dilemas da carreira profissional |
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| Carreira e emprego - Orientação vocacional | |||||||||||||
| Escrito por Milena Queiroz Gonçalves Santos | |||||||||||||
| Sáb, 08 de Novembro de 2008 09:56 | |||||||||||||
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Professor particular de inglês Os dilemas enfrentados pelos adultos em início de suas carreiras profissionais, são muitos. Devem escolher um empregador, escolher um chefe, lidar com o estresse no emprego, competir por promoções, decidir quando mudar de emprego, equilibrar a vida profissional com a vida doméstica e assim por diante. Felizmente muitos desses problemas são previsíveis e você pode se preparar para eles antecipadamente.
Nesse trabalho estudaremos as primeiras experiências dos jovens administradores e as dificuldades que eles enfrentarão para se “encontrar” dentro de uma organização.
2 - INÍCIO DA CARREIRA PROFISSIONAL
2.1 PRIMEIRAS EXPERIÊNCIAS DE CARREIAS: EXPECTATIVAS VERSUS REALIDADE.
Muitos jovens administradores estão entrando no mercado de trabalho, e a empolgação de serem admitidos, rapidamente se transforma em desapontamento, é o que Douglas T. Hall chama de a síndrome do potencial não utilizado ou síndrome do choque da realidade. Eles podem sentir-se desanimados ao descobrirem que suas primeiras atribuições são rotineiras e até entediantes. Os chefes esperam que eles se adaptem às regras da empresa, sentem-se ameaçados no se posto de trabalho e geralmente estão muito ocupados para dar um feedback sobre como está indo o novo empregado.
Processo de Contratação e a Primeira Nomeação
Muitos problemas podem ser evitados se as organizações forem meticulosas ao apresentar o emprego e as características pessoais que procura. Uma das ferramentas mais eficazes é a pré-apresentação realística do emprego, ressaltando os pontos positivos e negativos da organização, espera-se que com essa técnica os candidatos sejam honestos quanto as sua habilidades e recusem empregos inadequados. Caso seja contratado o recém-chegado terá uma visão da organização e do mundo profissional como um todo aprimorada pelo trabalho inicial.
Ações do Primeiro Supervisor
A influência que tem o primeiro supervisor sobre o desempenho de um empregado novo, tem sido motivo de estudo de vários pesquisadores.
Para o recém chegado, o primeiro supervisor coorporifica os defeitos e as virtudes da organização. Muitas empresas costumam confiar seus novos empregados a homens e mulheres que não são gerentes especialmente bons, outras, no entanto, são conhecidas pelos esforços despendidos na recepção dos recém-chegados.
Como os Indivíduos se Ajustam à Cultura Organizacional
Todas as organizações tem sua cultura – um conjunto de conhecimentos compartilhados que determinam seus objetivos estilos de trabalho e atitudes em relação aos seus empregados. Num determinado emprego o indivíduo pose se sentir confortável, pois fala a mesma linguagem de seus colegas e tem uma resposta positiva nos seus primeiros esforços e expectativas Em um outro emprego o choque de estilo pode ser evidente e comprometer todas a experiência do indivíduo com a organização, se terão um bom desempenho, se eles gostarão de trabalhar e se desejarão ficar. Ajustes sempre serão feitos enquanto o empregado se socializa, mesmo que empregado e empresa sejam compatíveis, esses ajustes geralmente partem do empregado, embora aconteçam também por parte da organização, mas geralmente são pequenos e demoram muito.
2.2 DILEMAS DE INÍCIO DE CARREIRA
Baseado em pesquisa que fez com grande número de jovens, Ross Webber destacou três classes de problemas de carreiras que geralmente atingem os administradores no início de sua vida profissional. Ross sugere que a consciência desses problemas pode minimizar suas conseqüências.
Insensibilidade de Passividade Política
A luta pelo poder e o seu exercício são partes inevitáveis e provavelmente essenciais da vida das organizações. Os administradores buscam o poder porque ele os ajuda a alcançar objetivos pessoais e organizacionais, eles exercem o poder com o objetivo de influenciar seus subordinados a terem um bom desempenho e de proteger suas unidades. O poder pode ser mal utilizado, como por exemplo para dominar ou trata-los como peões. Por isso os jovens administradores podem se sentir inseguros com a idéia de “ fazer política” , eles podem ser incapazes de distinguir entre a política sadia nas organizações e a manipulação doentia do poder. Diante dessa realidade, os novos empregados costumam tornar-se passivos ou retraídos. Concentrando-se nas suas estreitas especialidades, o que é um equívoco, os jovens administradores devem construir a sua consciência política, para que tenham relacionamentos profissionais eficazes .
Dilemas de Lealdade
A lealdade é necessária para o bom funcionamento de uma organização, porém, muitas vezes as exigências da lealdade diferem da realidade percebida pelo recém-chegado. Webber descreve cinco definições comuns de lealdade dadas por um superior
1 - Obedeça-me. Os administradores tem o direito de esperar que suas ordens sejam obedecidas, porém, ordens obedecidas sem questionamentos, principalmente quando o subordinado tenha dúvidas se ela é adequada ou não, fazem mais mal do que bem tanto para o superior como para a organização. Muitas vezes lealdade significa até mesmo desobediência de uma ordem que não seja ética.
2 - Proteja-me e não me faça aparecer mal. Como os administradores são responsáveis e julgados pelos atos de seus funcionários, eles esperam que sua reputação seja reconhecida entre os subordinados na organização. Essa exigência, muitas vezes, leva o empregado a encobrir erros e não assumir riscos necessários,.
3 - Trabalhe duro. Para muitos a maior prova de lealdade é a disposição de trabalhar, mas e se os padrões de desempenho não forem realistas a “ moral” pode baixar e o empregado se sentir sobrecarregado.
4 – Seja um sucesso. Não importa o que você faça, desde que tenhamos lucro. Essa instrução que os administradores dão aos seus subordinados, pode fazer com que entrem em conflito entre a lealdade para com a organização e o seu próprio código de ética.
5 – Diga-me a verdade. È importante de que os superiores sejam informados dos problemas nas suas unidades. Mas muitas vezes relatar um problema que esteja na área de responsabilidade de um subordinado, resulta em punição. Isso faz com que o recém-chegado coloque sua auto-proteção acima dos interesses de seu superior e da organização. Consequentemente as falha podem não ser informadas a tempo de impedir um prejuízo maior.
Ansiedade Pessoal
A medida que crescem nas organizações os jovens administradores começam a sentir ansiedade com o crescente comprometimento com a organização, a independência que valorizavam tanto, quando eram estudantes, entram em conflito com as exigências cada vez maiores que lhe são feitas em cargos de nível mais alto. Edgar Schein descreveu três maneiras pelas quais os indivíduos podem reagir aos esforços da organização quando exigem obediência aos seus valores e expectativas.
1 – Conformismo. O indivíduo aceita completamente todas as normas e valores da organização. Perde a sua identidade.
2 – Rebelião. O indivíduo rejeita completamente os valores e expectativas da organização. Pode com isso provocar uma mudança na organização, desligar-se ou ser demitido.
3 – Individualismo criativo. O indivíduo aceita os valores importantes e construtivos e rejeita os que são inadequados. Essa decisão de quais normas são adequadas ou não, pode levar o indivíduo a ser criticado. Entretanto é uma forma de reação que traz muitos benefícios, tanto para a organização, como para o indivíduo.
Conflito de Papéis
Conflito de papéis e o que os indivíduos sentem quando estão diante de duas exigências incompatíveis.
1. Conflito interno do emissor. Ocorre quando um único supervisor apresenta ao subordinado árias ordens que são incompatíveis.
2. O conflito entre emissores. Expectativas de uma pessoa ou grupo, entram em choque com as expectativas de outras pessoas ou grupos.
3. Conflito entre a pessoa e o papel. Ocorre quando as exigência do trabalho vão contra os valores pessoais do indivíduo.
4. No Conflito de sobrecarga de papéis. O indivíduo enfrenta ordena que não podem ser realizadas dentro do tempo e dos limites de qualidade exigidas.
5. A ambigüidade de papéis. Quando o indivíduo recebe informações insuficientes ou obscuras e fica indeciso quanto ao que fazer.
6. Conflito entre papéis. Ocorre quando os diferentes papéis desempenhados pela mesma pessoa fazem surgir exigências conflitantes, exemplo: trabalho e família.
Estresse
Estresse é a tensão e pressão resultantes de quando o indivíduo acha que uma situação apresenta exigências que ameaçam exceder sua capacidade e seus recursos. Felizmente muitas causas e efeitos do estresse podem ser diminuídos.
Causas do estresse. As causa do estresse são as sobrecargas, que podem ser: quantitativas, quando o indivíduo recebe mais tarefas do que pode realizar em um determinado tempo e qualitativa, situação em que o indivíduo não tem as capacidade ou habilidade para realizar uma tarefa.Existe tambéma subcarga, estresse resultante do tédio e monotonia, produzido quando o indivíduo não tem trabalho suficiente para produzir.
Existem, ainda aspectos no ambiente de trabalho que podem causar estresse
· Responsabilidades pelos outros;
· Falta de participação nas decisões;
· Avaliações de desempenho;
· Condições de trabalho;
· Mudanças na organização.
Obviamente trabalhos diferentes variam muito na quantidade de estresse que produzem.
Efeitos do Estresse . O estresse pode nos levar a vários problemas de saúde, médicos acreditam que entre 50% e 70% das doenças físicas são provenientes do estresse. Algumas pessoas tem características que podem leva-las a administrar melhor o estresse: - estilo pessoal e personalidade, apoio social, predisposição física, práticas saudáveis.
Comprometimento, controle e desafio, levam as pessoas a pensarem de modo otimista nos eventos estressantes.
Administrando o Estresse Para crescer e prosperar numa organização, os indivíduos tem que aprender a administrar o estresse. Talvez a melhor maneira de prevenir será escolher organizações em que melhor se adaptem.
Porém, outras maneiras de evitar o estresse nas organizações seria a delegação de tarefas, passar para os subordinados maior número de responsabilidades; para os níveis mais altos, descentralizar o poder; ter uma visão otimista com relação aos problemas; fazer treinamentos e exercícios físicos também são maneiras de melhor lidar com o estresse.
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