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| Escrito por Milena Queiroz Gonçalves Santos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Qui, 30 de Abril de 2009 11:00 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Professor particular de inglês Língua Portuguesa O Tesouro – Eça de Queirós ESTRUTURA DA ACÇÃO
Da conclusão infere-se que, se considerarmos a história dos "três irmãos de Medranhos", estamos perante uma narrativa fechada ; ao invés, se nos centrarmos sobre o "tesouro", teremos de considerar a narrativa aberta , dado que ele continua por descobrir ("...ainda lá está, na mata de Roquelanes."). Por sua vez, o desenvolvimento tem também uma estrutura tripartida:
A articulação das sequências narrativas ( momentos de avanço ) faz-se por encadeamento. Os momentos de pausa abrem e fecham a narrativa e interrompem regularmente a narração com descrições (espaço, objectos, personagens) e reflexões.
PERSONAGENS
Predomina o processo de caracterização directa , visto que a maior parte das informações são-nos dadas pelo narrador. No entanto, os traços de traição e premeditação de Rui e Guanes são deduzidos a partir do seu comportamento ( caracterização indirecta ). As personagens começam por ser apresentadas colectivamente ("Os três irmãos de Medranhos..."), mas, á medida que a acção progride, a sua caracterização vai-se individualizando, como que sublinhando o predomínio do egoísmo individual sobre a aparente fraternidade.
TEMPOTempo histórico – A referência ao "Reino das Astúrias" permite localizar a acção por volta do século IX, já que os árabes invadiram a península ibérica no século VIII (a ocupação iniciou-se em 711 e prolongou-se por vários anos, sem nunca ter sido concluída); por outro lado, no século X encontramos já constituído o Reino de Leão, que sucedeu ao das Astúrias. Tempo da história – A acção decorre entre o Inverno e a Primavera, mas concentra-se num domingo de Primavera, estendendo-se de manhã até à noite. O Inverno está conotado com a escuridão, a noite, o sono, a morte. E é no Inverno que nos são apresentadas as personagens, envoltas na decadência económica, no isolamento social e na degradação moral ("E a miséria tornara estes senhores mais bravios que lobos."). Por sua vez, a Primavera tem uma conotação positiva, associa-se à luz, à cor, ao renascimento da natureza, sugere uma vida nova, enquanto o domingo é um dia santo, favorável ao renascimento espiritual. A acção central inicia-se na manhã de domingo e progride durante o dia. À medida que a noite se aproxima a tragédia vai-se preparando. Quando tudo termina, com a morte sucessiva dos irmãos, a noite está a surgir ("Anoiteceu."). Tempo do discurso – A acção estende-se do Inverno à Primavera e o seu núcleo central concentra-se num dia, desde a manhã até à noite. A condensação de um tempo da história tão longo (presumivelmente três ou quatro meses) numa narrativa curta (conto) implica a utilização sistemática de sumários ou resumos (processo pelo qual o tempo do discurso é menor do que o tempo da história). Nos momentos mais significativos da acção (decisão de repartir o tesouro e partilha das chaves, bem como a argumentação de Rui para excluir Guanes da partilha) o tempo do discurso tende para a isocronia (igual duração do tempo da história e do tempo do discurso), sem no entanto a atingir. É possível também identificar no texto um outro processo de redução do tempo da história, que é a elipse (eliminação, do discurso, de períodos mais ou menos longos da história). A parte inicial da acção é localizada no Inverno ("...passavam eles as tardes desse Inverno...") e logo a seguir o narrador remete-nos para a Primavera ("Ora, na Primavera, por uma silenciosa manhã de domingo..."). Quanta à ordenação dos acontecimentos, predomina o respeito pela sequência cronológica. Só na parte final nos surge uma analepse (recuo no tempo), quando o narrador abandona a postura de observador e adopta uma focalização omnisciente , para revelar o modo como Guanes tinha planeado o envenenamento dos irmãos, manifestando dessa forma a natureza traiçoeira do seu carácter. Frequentemente, a analepse permite esconder do narratário pormenores importantes para a compreensão dos acontecimentos, mantendo assim um suspense favorável à tensão dramática.
ESPAÇOA acção é localizada nas Astúrias e decorre, a parte inicial, nos "Paços de Medranhos" e, a parte central, na mata de Roquelanes. Somente o episódio do envenenamento do vinho é situado num local um pouco mais longínquo, na vila de Retorquilho. O paço dos Medranhos é descrito negativamente, por exclusão ("...a que o vento da serra levara vidraça e telha..."), e os três irmãos circulam entre a cozinha (sem lume, nem comida) e a estrebaria, onde dormem, "para aproveitar o calor das três éguas lazarentas". O facto de três fidalgos passarem os seus dias entre a cozinha e a estrebaria, os lugares menos nobres de um palácio, é significativo: caracteriza bem o grau de decadência económica em que vivem. A miséria em que vivem é acompanhada por uma degradação moral que o narrador não esconde ("E a miséria tornara estes senhores mais bravios que lobos."). De igual modo, o espaço exterior, a mata de Roquelanes, não é um simples cenário onde decorre a acção. As descrições da natureza têm também um carácter significativo. A "relva nova de Abril", manifestação visível do renascimento da natureza, sugere o renascimento espiritual que as personagens, como veremos, não são capazes de concretizar. Do mesmo modo, a "moita de espinheiros" e a "cova de rocha" simbolizam as dificuldades, os sacrifícios, que é necessário enfrentar para alcançar o objecto pretendido — são obstáculos que é necessário ultrapassar. A natureza, calma, pacífica, renascente ("...um fio de água, brotando entre rochas, caía sobre uma vasta laje escavada, onde fazia como um tanque, claro e quieto, antes de se escoar para as relvas altas."), contrasta com o espaço interior das personagens, que facilmente imaginamos inquietas, agitadas, perturbadas pela visão do ouro e ansiosas por dele se apoderarem, com exclusão dos demais. Enquanto isso "as duas éguas retouçavam a boa erva pintalgada de papoulas e botões-de-ouro". Esse contraste tinha já sido posto em evidência antes, depois dos três terem contemplado o ouro ("...estalaram a rir, num riso de tão larga rajada que as folhas tenras dos olmos, em roda, tremiam..."). E, quando Rui e Rostabal esperam, emboscados, o irmão, "um vento leve arrepiou na encosta as folhas dos álamos", como se a natureza sentisse o horror do crime que estava para ser cometido. Depois de assassinado Guanes, os dois regressam à "clareira onde o sol já não dourava as folhas".
SIMBOLOGIAÀ leitura do conto ressalta de imediato a referência insistente ao número três , de todos os números aquele que carrega maior carga simbólica. Desde logo, são três os irmãos; e o três é também um símbolo da família — pai, mãe, filho(s). Mas aqui encontramos uma família truncada, imperfeita — nem pais, nem filhos, apenas três irmãos. Não há, aliás, a mais leve referência aos progenitores dos fidalgos de Medranhos, como se eles nunca tivessem existido. Essa ausência da narração é, de certo modo, um símbolo da sua ausência na educação dos filhos. Sem a presença modeladora dos pais (ou alguém que os substituísse), Rui, Guanes e Rostabal dificilmente poderiam desenvolver sentimentos humanos: vivem como "lobos", porque — imaginamos nós — cresceram como lobos. Eles próprios não foram capazes de constituir uma família verdadeira, do mesmo modo que os três, apesar dos laços de sangue e de viverem juntos, não formam uma família e sempre pela mesma razão: porque são incapazes de sentir o amor. O tesouro está guardado num cofre . Um cofre protege, preserva, permite que o seu conteúdo permaneça intocado ao longo do tempo. A sua utilização é significativa do carácter precioso do conteúdo. Igualmente significativo é o facto de o cofre ser de ferro, material resistente, simultaneamente, à força e à corrupção. Três fechaduras — novamente o número "três"! — preservam o conteúdo do cofre (Da curiosidade? Da cobiça? Da apropriação indevida?...), mas três chaves permitem abri-lo sem dificuldade. Note-se: nenhuma delas, só por si, mas as três E quando Rui expõe a estratégia a seguir, o número "três" volta a aparecer insistentemente ("...três alforges de couro, três maquias de cevada, três empadões de carne e três botelhas de vinho."), como que a sublinhar o irredutível individualismo que os vai conduzir à tragédia. Por outro lado, o ouro , material precioso e incorruptível, é ele próprio símbolo de perfeição. Obviamente, para além do seu valor material, simboliza a salvação, a elevação a uma forma superior de vida, mais espiritual, menos animal. É esse o verdadeiro bem, o verdadeiro tesouro. Os fidalgos de Medranhos vivem mergulhados na decadência material e na degradação moral. Não se lhes conhece uma actividade útil, um sentimento mais elevado, um afecto. Vivem com os animais e como animais. Mas para eles, como para todo o ser humano, há uma possibilidade de redenção. O "tesouro" está ali, à sua frente, é possível alcançá-lo; mas, para isso, é necessário enfrentar dificuldades, largar a cobiça, vencer o egoísmo, criar laços de solidariedade e verdadeira fraternidade. É possível encontrar no conto outros símbolos. Vimos já o significado que o Inverno , a Primavera , o domingo assumem neste contexto. Mas há também a água , símbolo de vida (vemo-la na clareira, escoando-se por entre a relva que cresce e Rui procura combater o veneno com ela) e de purificação (com a água, Rostabal pretende livrar-se do sangue do irmão que assassinou). O dístico em letras árabes mal legível, remete para um passado distante, mítico, um tempo de paz, equilíbrio e perfeição, uma idade de ouro que poderá ser recuperada por quem conseguir encontrar o "tesouro.
INDÍCIOS TRÁGICOSFrequentemente, na narrativa, a tragédia é anunciada antecipadamente por indícios, que as personagens ignoram, mas não passam despercebidos ao leitor atento. É o caso da cantiga que Guanes entoa ao dirigir-se à vila e continua a cantarolar quando regressa. Olé! Olé! A "cruz" e o "negro luto" são referências claras à morte que Guanes planeia para os irmãos. Mas ironicamente prenuncia também a sua própria morte. Como se vê, nenhuma das três personagens é capaz de reconhecer esse sinal. Outro indício trágico são as duas garrafas que Guanes trouxe de Retorquilho. Rui estranha o facto, mas não suspeita da traição. Se as personagens fossem capazes de interpretar esses indícios poderiam fugir ao destino. Mas são incapazes disso e é desse lento aproximar do desenlace e da incapacidade das personagens para o evitar que resulta a dimensão trágica da narrativa. Os Lusíadas-Luis de CamõesLuís de Camões Não existem dados concretos sobre a data e o local do seu nascimento. Filho de Simão Vaz de Camões e de Ana de Sá e Macedo, Luís Vaz de Camões terá feito os estudos literários e filosóficos em Coimbra, tendo como protector o seu tio paterno, D. Bento de Camões, frade de Santa Cruz e chanceler da Universidade. Tudo parece indicar que pertencia à pequena nobreza. Atribuem-se-lhe vários desterros, sendo um para Ceuta, onde se bateu como soldado e em combate perdeu o olho direito. A tal perda se refere na Canção Lembrança da Longa Saudade. De regresso a Lisboa, é preso, em 1552, em consequência de uma rixa com um funcionário da Corte, e metido na cadeia do Tronco. Em 1553, saiu, inteiramente perdoado pelo agredido e pelo rei, conforme se lê numa carta enviada da Índia, para onde partiu nesse mesmo ano, quer para mais facilmente obter perdão, quer para se libertar da vida lisboeta, que o não contentava. Segundo alguns leitores, terá composto por essa altura o primeiro canto de Os Lusíadas. Na Índia não foi feliz. Goa decepcionou-o, como se pode ler no soneto Cá nesta Babilónia donde mana. Tomou parte em várias expedições militares e, numa delas, no Cabo Guardafui, escreve uma das mais belas canções: Junto dum seco, fero e estéril monte. Vai depois para Macau, onde exerce o cargo de provedor-mor de defuntos e ausentes, e escreve, na gruta hoje reconhecida pelo seu nome, mais seis Cantos do famoso poema épico. Volta a Goa, naufraga na viagem na foz do Rio Mecom, mas salva-se, nadando com um braço e erguendo com o outro, acima das vagas, o manuscrito da imortal epopeia, facto documentado no Canto X, 128. Nesse naufrágio viu morrer a sua "Dinamene", rapariga chinesa que se lhe tinha afeiçoado. A esta fatídica morte dedicou os famosos sonetos do ciclo Dinamene, entre os quais se destaca Ah! Minha Dinamene! Assim deixaste. Em Goa sofre caluniosas acusações, dolorosas perseguições e duros trabalhos, vindo Diogo do Couto a encontrá-lo em Moçambique, em 1568, "tão pobre que comia de amigos", trabalhando n'Os Lusíadas e no seu Parnaso, "livro de muita erudição, doutrina e filosofia", segundo o mesmo autor. Em 1569, após 16 anos de desterro, regressa a Lisboa, tendo os seus amigos pago as dívidas e comprado o passaporte. Só três anos mais tarde consegue obter a publicação da primeira edição de Os Lusíadas, que lhe valeu de D. Sebastião, a quem era dedicado, uma tença anual de 15 000 réis pelo prazo de três anos e renovado pela última vez em 1582 a favor de sua mãe, que lhe sobreviveu. Os últimos anos de Camões foram amargurados pela doença e pela miséria. Reza a tradição que se não morreu de fome foi devido à solicitude de um escravo Jau, trazido da Índia, que ia de noite, sem o poeta saber, mendigar de porta em porta o pão do dia seguinte. O certo é que morreu a 10 de Junho de 1580, sendo o seu enterro feito a expensas de uma instituição de beneficência, a Companhia dos Cortesãos. Um fidalgo letrado seu amigo mandou inscrever-lhe na campa rasa um epitáfio significativo: "Aqui jaz Luís de Camões, príncipe dos poetas do seu tempo. Viveu pobre e miseravelmente, e assim morreu." Se a escassez de documentos e os registos autobiográficos da sua obra ajudaram a construir uma imagem lendária de poeta miserável, exilado e infeliz no amor, que foi exaltada pelos românticos (Camões, o poeta maldito, vítima do destino, incompreendido, abandonado pelo amor e solitário), uma outra faceta ressalta da sua vida. É, de facto, Camões um homem determinado, humanista, pensador, viajado, aventureiro, experiente, que se deslumbra com a descoberta de novos mundos e de "Outro ser civilizacional". Por isso, diz Jorge de Sena: "Se pouco sabemos de Camões, biograficamente falando, tudo sabemos da sua persona poética, já que não muitos poetas em qualquer tempo transformaram a sua própria experiência e pensamento numa tal reveladora obra de arte como a poesia de Camões." Bibliografia: Composições em medida velha; Composições em medida nova; Epístolas; Os Lusíadas, 1572; Anfitriões, 1587; Filomeno, 1587; El-Rei Seleuco, 1645
Características da epopeia
Estrutura externa -Preposição – canto I, estrofes 1, 3 -Invocação – canto I, estrofes 4, 5 -Dedicatória – canto I, estrofes 6, 18 -Consílio dos Deuses – canto I, estrofes 19, 41 -Formosíssima Maria – canto III, estrofes 102, 106 -Inês de Castro – canto III, estrofes 118, 135 -Batalha de Aljubarrota – canto IV, estrofes 28, 45 -Despedidas Em Belém – canto IV, estrofes 83, 93 -Velho Do Restelo – canto IV, estrofes 94, 104 -O Adamastor – canto V, estrofes 37, 60 -A Tempestade – canto VI, estrofes 70, 93 Estrutura Interna -Preposição -Invocação -Dedicatória -Narração Planos narrativos da Narração: -História de Portugal (plano encaixado) -Viagem de Vasco Da Gama (plano fulcral) -Intervenção dos Deuses (plano paralelo) -Intervenções do Poeta Estrutura formal das estrofes: -Versos decassilábicos -Oito versos (oitavas) -Esquema rimático (abababcc), com rima cruzada nos seis primeiros versos e emparelhada nos dois últimos Consílio dos Deuses-Estrutura
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1 verso |
Monóstico |
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2 versos |
Dístico |
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3 versos |
Terceto |
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4 versos |
Quadra |
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5 versos |
Quintilha |
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6 versos |
Sextilha |
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7 versos |
Sétima |
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8 versos |
Oitava |
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9 versos |
Nona |
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10 versos |
décima |
Soneto
É uma composição de 14 versos agrupados em duas quadras e dois tercetos. É a forma poética mais conhecida, sendo usada desde o séxulo XVI.
Esquemas Rimáticos
Abab- rima cruzada
Aabbcc- emparelhada
Abba- interpolada
Rima final de um verso encontra correspondência no meio do verso seguinte- encadeada
Classificação quanto ao número de sílabas métricas
1-monossilabo
2-dissilabo
3-trissilabo
4-tetrassilabo
5-redondilha menor
6-hexassilabo
7- redondilha maior
8-octossilabo
9-eneassilabo
10-decassilabo
11-hendecassilabo
12- alexandrino
Recursos Fónicos
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Recurso Expressivo |
Conceito |
Exemplo |
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Aliteração |
Repetição dos mesmos sons consonânticos (sons consoantes) |
Muitos S’s numa frase |
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Anáfora |
Repetição intensional de uma palavra ou palavras no início de frases ou versos seguintes, para destacar o que se repete |
“À barca, À barca cavaleiros, À barca, entrai na Barca do além” |
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Assonância |
Repetição intensional dos mesmos sons vocálicos (sons vogais) |
Muitos A’s numa frase |
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Eufemismo |
Transmissão de forma atenuada, de uma ideia desagradável, cruel |
“Tirar Inês ao mundo” (matar) |
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Perífrase |
Expressão por várias palavras, do que se diria em poucas ou apenas numa |
“Aquele que a salvar o mundo veio” (Cristo) |
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Sinédoque |
Consiste em tomar o todo pela parte ou vice-versa: o plural pelo singular ou vice-versa, a matéria pelo objecto ou vice-versa, a espécie pelo género ou vice-versa |
“Ocidental Praia Lusitana” (Portugal) |
Texto Dramático
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Emissor |
Dramaturgo |
Emissor |
Encenador Actores Cenógrafo Técnico de Luz e de som |
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Receptor |
Público Leitor |
Receptor |
Público espectador |
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Estrutura Interna |
Texto principal (diálogos ,monólogos e apartes) |
Estrutura Interna |
Interligação das falas e mímica dos actores, com o jogo da luz e som |
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Estrutura Externa |
Actos e Cena |
Estrutura Externa |
Actos Cenas |
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Outras Caracteristicas |
Apresentação, desenvolvimento e desenlace de um conflito |
Outras Caracteristicas |
Exige espaço cénico Os actores concretizam o texto pela representação Implica a presença real de actores e espectadores |
Funcionamento da Língua
Organização do texto
Frase
Simples e Complexa
Sistematização: Podemos definir uma frase como um conjunto de palavras que formam uma unidade de sentido.
Uma frase pode ser constituída apenas por uma oração (estrutura com um só sujeito e um só predicado) à frase simples.
…
Ou por duas ou mais orações à frase complexa.
Nota: Não identificar frase simples com frase de um só verbo, mas sim de um só predicado, pois o predicado pode ser expresso por dois ou mais verbos, como é o caso dos tempos compostos, da voz passiva e da conjugação perifrástica.
Exemplos de Frases Simples e Complexas
Simples:
-“Eu acompanho sempre as minhas tias nos passeios de Domingo”
-“Posso vir a querer fazer outras coisas”
-“Estou a tentar estudar o mais possível”
Complexa:
-“Eu acompanho sempre as minhas tias quando passeiam aos Domingos”
Tipos de Frase
Os tipos de frase traduzem a atitude do emissor relativamente àquilo que transmite e a quem transmite.
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Tipos de Frase |
Exemplos |
|
Declarativo (apresenta um facto, uma situação) |
Eu não vou hoje ao cinema. |
|
Interrogativo (coloca uma questão, pede informações) |
Vais hoje ao cinema? |
|
Exclamativo (expressa uma emoção, apresenta uma reacção) |
Hoje vais ao cinema! |
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Imperativo (dá uma ordem, uma sugestão) |
Vai ao cinema! |
Formas de Frase
A cada tipo de frase associa-se sempre uma forma de cada um dos pares que a seguir se apresenta. Assim o tipo declarativo, por exemplo, pode parecer simultaneamente nas formas afirmativa, activa e enfática ou pode aparecer simultaneamente nas formas negativa, passiva e neutra. As possibilidades de combinações são variadas.
Formas de Frase |
Exemplos |
AfirmativaNegativa |
Gosto de tomar o pequeno-almoço Não gosto de tomar o pequeno-almoço |
ActivaPassiva |
A Maria lava sempre a fruta com água corrente A fruta é sempre lavada com água corrente pela Maria |
NeutraEnfática |
Os meninos do jardim-escola usam uns bibes lindos! Os meninos do jardim-escola são que usam uns bibes lindos! |
Período e Parágrafo
Sistematização
O período
O período é a frase ou conjunto de frases que se encontram entre dois pontos finais Pode conter uma só oração (frase simples) mas, normalmente contém duas ou mais orações (frase complexa)
O parágrafo
Quando necessitamos de fazer uma pausa mais longa – porque dentro do mesmo assunto vamos falar de um outro aspecto, ou pretendemos demarcar uma ideia de outra, ou ainda porque mudamos de assunto, embora dentro da mesma temática -mudamos de linha, deixando, normalmente, um espaço em branco.
Estamos a abrir um novo parágrafo
Coerência e coesão textual
Sistematização
Para que um conjunto de frases se possa chamar texto e necessário que as frases se estruturem de uma determinada maneira e se relacionem entre si de modo a formar um todo coerente e coeso
A coerência Textual
A coerência textual implica que as diferentes partes de um texto estejam articuladas entre si ao nível do sentido, estruturando-se de acordo com a tipologia em questão.
A coesão textual
A coesão textual resulta da utilização dos elementos linguísticos que fazem a ligação das várias partes de um texto, pode ser conseguida através de diferentes processos.
Conectores
São os elementos que contribuem para uma maior coesão textual: conjunções e locuções conjuncionais, advérbios e locuções adverbiais
Pontuação
Sistematização
A pontuação é um factor fundamental para clarificar o sentido de um texto. Outro elemento fundamental que contribui para a coesão textual e a pontuação
Existem vários sinais de pontuação.
Vírgula,
|
A vírgula usa-se normalmente para |
Exemplos |
|
Separar elementos de uma enumeração |
Naquele mercado as mangas, os pêssegos, as ameixas, as maçãs, as cerejas atraíam pelos seus tons alegres e luminosos. |
|
Demarcar o aposto do sujeito |
João, o padeiro, e também um grande pasteleiro. |
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Demarcar complementos circunstanciais |
Nesse dia, apareceram todos os amigos do Rui. |
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Separar o vocativo |
Ò Ana, anda cá depressa! |
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Separar repetição de palavras |
Ele comia, comia, e nunca ficou maldisposto |
|
Demarcar um adjectivo em inicio de frase |
Atencioso, como ele nao havia! |
|
Demarcar um substantivo |
O pedro, esse era o eleito. |
|
Destacar elementos (normalmente mais extensos) numa enumeracao |
Ele gostava de doces e a Joana de salgados Ele gostava de doces, a Joana de salgados |
Nota: A virgula nunca pode separar o sujeito do seu predicado ou o predicado do seu complemento directo e/ou indirecto.
No caso de se intercalar uma expressao ou oração entre um sujeito e um predicado, ela deve figurar entre vírgulas, para não separar-mos o sujeito do predicado.
Ex.: Os homens, obcecados pelo progresso, nem sempre pensam no futuro da humanidade.
Ponto e Virgula
Ponto.
O ponto usa-se normalmente para marcar o fim de uma frase simples ou complexa.
Ex.:
O que ela dizia, embora fosse sempre diferente, soava sempre da mesma maneira. Era monótono. E a maioria dos alunos estava a ouvi-la...sem a ouvir.
Era o caso do Jorge, que estava interessado no rapaz com o carrinho de bebe e se foi afastando do grupo. Alem deles, só andava ali dentro um grupo de velhinhos ingleses. E o rapaz com o bebe, claro, que percorreu a igreja toda com os auscultadores nos ouvidos, sempre a empurrar o carrinho. De vez em quando parava a um canto, levantava o cobertor e dava duas mexidelas no bebe que, por sua vez, não dava sinal de si.
Dois pontos:
Usam-se normalmente para:
-Introduzir o discurso directo
Ex.:
Arranjo uma voz de falsete e imito o dos filmes americanos:
“Antípode homem?”
-Introduzir uma enumeração
Ex.: Acho que foram emoções a mais para a Luísa: o sótão que não havia, o Abílio que eu não era, o Luís que ela não sabia que era eu.
-Iniciar uma conclusão ou dar uma explicação
Ex.: E não tardei a colar o Sem Pavor ao João: João Sem Pavor
Reticencias...
Usam-se normalmente para marcar a suspensão de uma ideia ou frase.
Ex.: Nada...Há seis dias e seis noites que estou aqui escondido a tremer com medo dos lobos, dos morcegos, das bruxas e dos fantasmas, a espera da minha irmã...
Ponto de Interrogação?
Usa-se normalmente para assinalar uma frase do tipo interrogativo.
Ex.: Que dizes, meu palerma?
O ponto de exclamação marca uma frase do tipo exclamativo, pode também utilizar-se nas frases do tipo imperativo.
Ex.: Anda cá!
Aspas “”
Usam-se normalmente para
-Transcrever uma palavra ou expressão ou fazer uma citação
Exumareis Luther King disse “ Eu tenho um sonho, que todos os negros tenham os mesmos direitos”
- Utilizar uma palavra que não pertence ao léxico português
Ex:“Anybody Home”
-Utilizar uma palavra menos apropriada, mas expressiva no contexto
Ex: Ja anda a “namorar” este vestido há muito tempo
-Destacar um titulo
Ex.: O jornal “Expresso” e um semanário
Parênteses ()
Usam-se normalmente para:
-Marcar o discurso directo
Ex: Arranjo uma voz de falsete e imito os dos filmes americanos “Anybody Home”
-Indicar corte em texto citado
Ex: Discurso Vasco da Gama “Meu povo vamos partir (...) que deus vos abençoe!
Travessão
Usa-se normalmente para:
-Marcar discurso directo
Ex.: Visto-me a macaco e imito os seus sons
-“Eu sou o Artur”
-Demarcar uma frase intercalar, que poderia surgir entre virgulas
Ex.: Os homens obcecados pelo progresso – nem sempre pensam no futuro da humanidade
Nota: Quase todos os sinais de pontuação podem ser usados para conferir maior expressividade a um texto
Léxico
Sistematização
A principal influência na formação da língua portuguesa e o latim.
Mas se muitos termos chegaram ate nos através do latim clássico, o latim culto, o latim dos escritores (via erudita), muitos outros chegaram através do latim vulgar, o latim falado sobretudo por soldados e comerciantes fixados nos territórios conquistados (via popular)
Palavras Convergentes e Divergentes
Exemplo de palavras divergentes
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Latim |
Via popular |
Via erudita |
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Cathedra |
Cadeira |
Cátedra |
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Cogitare |
Cuidar |
Cogitar |
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Integru |
Inteiro |
Integro |
|
Matre |
Mãe |
madre |
|
Oculu |
Olho |
Óculo |
|
Superare |
Sobrar |
Superar |
Exemplo de palavras convergentes:
Rio-nome (do latim rivu)
Rio-verbo rir (do latim rideo)
Evolução Fonética
Processos de queda ou supressão
Aférese
Supressão de um fonema no inicio da palavra
Exemplo: ainda > inda / atonitu > tonto
Síncope
Supressão de um fonema no meio da palavra
Exemplo: calidu > caldo / viride > verde
Apócope
Supressão de um fonema no fim da palavra
Exemplo: Amore > amor / sic > si
Processos de adição
Prótese
Acrescentamento de um fonema no inicio da palavra
Exemplo: lembrar > alembrar / thunu > atum
Epêntese
Acrescentamento de um fonema no interior da palavra
Exemplo: humile > humilde / creo > creio
Paragoge
Acrescentamento de um fonema no final da palavra
Exemplo: flor > flore / ante > antes
Processos de alteração
Assimilação
Fonemas próximos tornam-se iguais (assimilação completa) ou semelhantes (assimilação incompleta)
Exemplo: Persicu > pêssego / Ipse > esse
Dissimilação
É um processo de certo modo contrário à assimilação. Consiste em evitar dois sons iguais ou semelhantes na mesma palavra, por isso um deles torna-se diferente ou desaparece
Exemplo: rostru > rosto / liliu > lírio
Nasalação
Um fonema oral torna-se nasal por influência de um fonema nasal
Exemplo: canes > cães / fine > fim
Desnasalação
Consiste na perda da ressonância nasal de algumas vogais
Exemplo: Bona > bõa > boa / cena > cea > ceia
Vocalização
As consoantes passam a vogais
Exemplo: Multu > muito / octo > oito
Sonorização
As consoantes surdas entre vogais transformam-se nas consoantes sonoras correspondentes.
Exemplo: amicu > amigo / totu > todo
Palatização
Um som ou grupo de sons torna-se palatal
Exemplo: planu > chão / flama > chama
Metáfese
Consiste em os fonemas mudarem de lugar, dentro da palavra. É um processo muito importante, que ainda hoje se verifica com a frequência, nomeadamente na linguagem popular.
Exemplo: semper > sempre / primariu > primeiro
Formação de Palavras
Derivação
Em que existe um radical e um ou mais afixos:
Chuvoso- chuv (radical) oso (sufixo)
Renovar- re (prefixo) nov (radical) ar (sufixo)
Composição
Em que existe mais de um radical ou palavra:
Amor-perfeito- amor (nome) perfeito (adjectivo)
Telecomunicação – tele (radical) comunicação (nome)
Palavras Primitivas e Derivadas
Palavras Primitivas
Chamam-se primitivas as palavras que não são formadas a partir de nenhuma outra
Exemplo: água, fazer, etc
Palavras Derivadas
Chamam-se derivadas aquelas palavras que se formam a partir de outra – água, fazer – a qual se juntou um ou vários prefixos ou sufixos:
Exemplo: aguadeiro, aguar, desaguar, desfazer, refazer
Derivação
Existem três processos de derivação propriamente dita:
-por prefixação
-por sufixação
-regressiva
Afixo: São os morfemas derivativos (prefixos e sufixos) que se juntam à palavra primitiva, acrescentando uma nova tonalidade à significação primitiva
Prefixo:
É o afixo que se junta antes:
Exemplo: desfazer (des+fazer)
Sufixo
É o afixo que se junta depois:
Exemplo: aguar (água+ar)
Exemplos de Sufixos
Parassintese
Quando o prefixo e sufixo se aglutinam ao mesmo tempo ao radical, sem se poder conceber uma palavra intermédia:
Exemplo: repatriar (re+pat+riar)
Composição
Aglutinação
É uma das formas de ligação de duas palavras primitivas.
Quando da ligação de duas palavras resulta uma palavra nova com apenas uma sílaba acentuada, a palavra resultante diz-se composta por aglutinação
Exemplo: filho de algo > fidalgo / perna + alta > pernalta
Justaposição
É a outra forma de ligação de duas palavras primitivas.
Quando as duas palavras mantêm a sua acentuação, dizemos que a nova palavra é composta por justaposição.
Exemplo: arroz-doce / passatempo
Compostos eruditos
Existem, ainda na nossa língua, muitas palavras formadas por radicais gregos e latinos, designadas por compostos eruditos.
Exemplo: termo-metro > termómetro
Relações Gráficas e Fonéticas
Homonímia
Quando temos duas palavras graficamente iguais, mas com origem e significados diferentes, estamos perante palavras homónimas
Exemplo: O rio continuava a correr pelo leito / Rio sempre que ouço uma boa piada
Homofonia
Quando temos duas palavras com significados e grafia diferentes mas foneticamente iguais, estamos perante palavras homófonas
Exemplo: Quando soar o sinal saímos / O esforço que fizemos fez-nos suar bastante
Homografia
Quando temos duas palavras com significados e pronúncias diferentes mas grafias idênticas, estamos perante palavras homógrafas.
Exemplo: A PSP policia o bairro de Chelas / Toda a polícia tem farda azul
Paronímia
Quando temos duas palavras com significados diferentes mas foneticamente muito próximas estamos perante palavras parónimas
Exemplo: Levo quatro livros / o meu quarto é grande
Hiperónimos e Hipónimos
|
Hiperónimos |
fruta |
roupa |
Vertebrados |
|
Hipónimos |
Maçã Cereja Cenoura melancia |
Vestido Casaco Luvas saia |
Crocodilo Tartaruga Rato Pássaro |
Sintaxe
Coordenação e Subordinação
Sistematização
Quando as palavras se organizam em frases obedecem a regras especificas (de concordância, de ligação de frases, etc) e assumem determinadas funções (sujeito, predicado, etc)
Os estudos dessas regras e funções designa-se por sintaxe
Quando a frase é complexa, as orações estão ligadas entre si através de um processo de coordenação ou de subordinação.
Coordenação
É um processo de ligação de frases independentes que podemos associar de diversas maneiras.
As frases assumem a designação de coordenadas, as conjunções designam-se por coordenativas
Conjunções Coordenativas
|
Copulativas |
Adversativas |
Disjuntivas |
Conclusivas |
|
E Nem Não só…mas também |
Mas Porém Todavia Contudo |
Ou Ora..ora Quer…Quer Seja…seja Nem…nem |
Logo Pois Portanto Por conseguinte |
Conjunções Subordinativas
|
Temporais |
Quando, apenas, enquanto, antes que, depois que, desde que, à medida que… |
|
Causais |
Porque, pois, como, visto que, já que, pois que… |
|
Concessivas |
Embora, ainda que, mesmo que, posto que, se bem que, por mais que, nem que… |
|
Condicionais |
Se, caso, salvo se, desde que, a menos que, a não ser que… |
|
Finais |
Para que, a fim de que |
|
Consecutivas |
(tal…) que, (tanto…) que, (tão…) que |
|
Comparativas |
(mais, menos, maior, menor, melhor, pior) do que, (tal) qual, como, assim como, bem como, como se… |
|
Integrantes |
Que, se (quando introduzem 1ª oração que é sujeito ou complemento directo da oração anterior) |
Preposição
É uma palavra invariável que liga dois termos (palavras ou conjunto de palavras) normalmente pertencentes à mesma oração, assinalando que o sentido do primeiro termo é explicado ou completado pelo segundo.
Preposições
|
A |
Com |
Durante |
Perante |
Sem |
|
Ante |
Contra |
Em |
Por |
Sob |
|
Após |
De |
Entre |
Salvo |
Sobre |
|
Até |
desde |
para |
segundo |
trás |
Locuções Prepositivas
|
Abaixo de Acerca de Acima de |
A fim de Ao lado de Ao redor de |
A par de Por entre Por sobre |
Funções Sintácticas
Sistematização
Sujeito
É a entidade a qual se diz algo
Exemplo: ELE é meu amigo
…ou que realiza uma acção
Exemplo: ELE fez o trabalho.
É sempre expresso através de:
-um substantivo
-pronome
-numeral (eventualmente)
-uma oração
Variedades de Sujeito
|
Simples |
O CAVALO partiu a galope |
|
Composto |
O BURRO E O GALO eram cantores |
|
Subentendido |
(NÓS) fomos ao cinema |
|
Indeterminado |
Contam-se histórias estranhas (não se sabe quem conta) |
|
Inexistente |
Hoje choveu! Há que não o via. Era Natal! |
Funções Sintácticas associadas ao sujeito
Atributo
Exemplo: O cavalo BRANCO partiu a galope
Complemento determinativo
Exemplo: O cavalo de D.QUIXOTE tinha um grande nariz
Aposto
Exemplo: O cavalo, ROCINANTE, partiu a galope
Predicado
Engloba tudo aquilo que se diz sobre o sujeito
Variedades do Predicado
|
Nominal (verbos copulativos) |
Ele PARECIA uma fantasma |
|
Verbal (verbos transitivos directos e indirectos e intransitivos) |
A Mariana DESCEU agora mesmo |
Funções Sintácticas Associadas ao predicado
Complemento Directo
Exemplo: A Joana comeu UM BOLO
Complemento Indirecto
Exemplo: A joan deu um bolo À MARIANA
Nome Predicativo do Sujeito
Exemplo: A Joana ficou SATISFEITA com o bolo
Nome Predicativo do Complemento Directo
Exemplo: A Joana considera a Mariana UMA AMIGA
Complemento agente da Passiva
Exemplo: O bolo foi comido PELA JOANA
Complementos Circunstanciais
De lugar (onde)
Exemplo: A Joana mora em LISBOA
De Companhia
Exemplo: A Joana mora em Lisboa COM OS AVÓS
De Fim
Exemplo: A Joana mora em Lisboa PARA ESTUDAR
De Meio
Exemplo: A Joana vai DE COMBOIO
De Lugar (donde)
Exemplo: A Joana partiu de Coimbra
De Lugar (por onde)
Exemplo: A Joana passa por Santarém
Funções Sintácticas Associadas a toda a frase
Vocativo
Exemplo: Ó JOANA, tu comeste o bolo?
Complementos Circunstanciais
De tempo
Exemplo: ONTEM a Joana comeu de bar
De Lugar
Exemplo: A Joana fez compras NO CENTRO COMERCIAL
De Causa
Exemplo: A Joana por DISTRACÇÃO não viu o Artur
De Modo
Exemplo: Infelizmente o Artur está doente
Discurso Directo, Indirecto e Indirecto Livre
Discurso Directo
É a transcrição fiel das falas das personagens, num texto. Formalmente escrito, surge depois dois pontos, antecedidos ou não de um verbo declarativo (dizer, perguntar, responder, etc) , parágrafo e travessão
Discurso Indirecto
É a reprodução da fala das personagens, por outra entidade- narrador ou outra personagem, o que implica algumas transformações, sobretudo ao nível dos indicadores de tempo e de espaço, bem como de pessoa verbal
Transformação de Discurso Directo em Indirecto
|
Elementos do Discurso |
Discurso Directo |
Discurso Indirecto |
|
Sujeito da enunciação (todos os determinantes e pronomes associados ao sujeito da enunciação, bem como a pessoa verbal |
1ª e 2ª pessoas |
3ª pessoa |
|
Tempo e modo verbal |
Presente, Pretérito Perfeito, Futuro e Imperativo |
Imperfeito, Condicional, Pretérito mais-que-perfeito, Imperfeito do conjuntivo |
|
Elementos definidores de espaço e tempo (advérbios de tempo e lugar) |
Maior proximidade (aqui, agora) |
Maior afastamento (acolá, naquele lugar, nesse dia) |
Discurso Indirecto Livre
É o discurso que, parecendo directo, não apresenta as marcas gráficas características, e o discurso que, sendo indirecto, não utiliza o verbo declarativo e a conjunção
Pronomes
|
|
|
|
Pronomes Pessoais |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Funções Sintáticas |
|
|
|
|
|
Pessoa |
Sujeito |
C.D |
C.I sem preposição |
C.I com preposição |
Compl. circunstacial |
|||
|
1ª S |
eu |
me |
me |
|
mim |
|
mim migo |
|
|
2ª S |
tu |
te |
te |
|
ti |
|
ti, tigo |
|
|
3ª S |
ele, ela |
se, o ,a |
lhe |
|
si ele, ela |
|
si sigo ele, ela |
|
|
1ª P |
nós |
nos |
nos |
|
nós |
|
nós vosco |
|
|
2ª P |
vós |
vos |
vos |
|
vós |
|
vós vosco |
|
|
3ª P |
eles, elas |
se, os, as |
lhes |
|
si, eles , elas |
si, sigo eles elas |
||
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Pronomes Possessivos |
|
|
|
|
|
|
Pessoa |
Singual Masculino |
|
Singular Feminino |
|
Plural Masculino |
|
Plural Feminino |
|
|
1ª S |
meu |
|
minha |
|
meus |
|
minhas |
|
|
2ª S |
teu |
|
tua |
|
teus |
|
tuas |
|
|
3ª S |
seu |
|
sua |
|
seus |
|
suas |
|
|
1ª P |
nosso |
|
nossa |
|
nossos |
|
nossas |
|
|
2ª P |
vosso |
|
vossa |
|
vossos |
|
vossas |
|
|
3ª P |
seu |
|
sua |
|
seus |
|
suas |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Pronomes Demonstrativos |
|
|
|
|
||
|
|
Variáveis |
|
|
|
Invariáveis |
|
||
|
Singular |
|
|
Plural |
|
|
|
|
|
|
Masculino |
Feminíno |
|
Masculino |
Feminíno |
|
|
|
|
|
este |
esta |
|
estes |
estas |
|
isto |
|
|
|
esse |
essa |
|
esses |
essas |
|
isso |
|
|
|
aquele |
aquela |
|
aqueles |
aquelas |
|
aquilo |
|
|
|
o outro |
a outra |
|
os outros |
as outras |
|
|
|
|
|
o mesmo |
a mesma |
|
os mesmos |
as mesmas |
|
|
|
|
|
tal |
tal |
|
tais |
tais |
|
|
|
|
|
o |
a |
|
os |
as |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Pronomes Indefinidos |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Variáveis |
|
|
|
Invariáveis |
|
|
|
|
Singular |
|
|
Plural |
|
|
|
|
|
Masculino |
Feminíno |
|
Masculino |
Feminíno |
|
|
|
|
|
algum |
alguma |
|
alguns |
algumas |
|
alguém, algo |
|
|
|
nenhum |
nenhuma |
|
nenhuns |
nenhumas |
|
ninguém |
|
|
|
todo |
toda |
|
todos |
todas |
|
tudo |
|
|
|
muito |
muita |
|
muitos |
muitas |
|
|
|
|
|
pouco |
pouca |
|
poucos |
poucas |
|
|
|
|
|
tanto |
tanta |
|
tantos |
tantas |
|
|
|
|
|
outro |
outra |
|
outros |
outras |
|
outrem |
|
|
|
certo |
certa |
|
certos |
certas |
|
|
|
|
|
qualquer |
qualquer |
|
quaisquer |
quaisquer |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
cada |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
nada |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Pronomes Interrogativos |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Variáveis |
|
|
|
Invariáveis |
|
|
|
|
Singular |
|
|
Plural |
|
|
|
|
|
Masculino |
Feminíno |
|
Masculino |
Feminíno |
|
|
|
|
|
qual? |
qual? |
|
quais? |
quais? |
|
que? O quê? |
|
|
|
quanto? |
quanta? |
|
quantos? |
quantas? |
|
quem? |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
onde? |
|
|
Graus dos Adjectivos
|
|
|
|
Graus dos Adjectivos |
|
|
|
|
Comparativo |
Superioridade |
mais…do que |
|
|||
|
|
|
Igualdade |
|
tão…quanto (ou como) os |
||
|
|
|
Inferioridade |
menos…do que |
|
||
|
Superlativo |
Relativo |
Superioridade |
mais... de |
|
||
|
|
|
|
Inferioridade |
menos…de |
||
|
|
|
Absoluto |
Analítico |
muito… |
|
|
|
|
|
|
Sintético |
…íssimo |
|
|
Morfologia
Nome
Sistematização
Nome ou Substantivo é a designação que damos à classe de palavras que indica pessoas, animais, ou coisas – nomes concretos. Ou que indica acções, estados ou qualidades – nomes abstractos
Quando determinado ser se individualiza, designa-se por nome próprio, quando representa todos os seres da sua espécie, sem individualização, designa-se por nome comum
Há determinados substantivos que, apesar de se encontrarem no singular, referem um conjunto de seres ou coisas – são os colectivos como matilha (cães) alcateia (lobos), etc
Advérbios e Locuções Adverbiais
Sistematização
O advérbio é uma palavra invariável (não possui género nem número) que tem como função modificar o sentido da palavra que está associado, geralmente a um verbo.
Exemplos:
|
Tipo |
|
|
Locuções Adverbiais |
|
|
|
|
Modo |
assim, bem, mal, depressa, devagar, como, vagamente, à vontade |
|||||
|
|
de propósito, com efeito, em vão, sem mais, alerta, aliás, |
|||||
|
|
dignamente, felizmente, etc |
|
|
|
||
|
Tempo |
hoje, ontem, antes, agora, já, sempre, nunca, tarde, cedo, quando |
|||||
|
|
antigamente, depois de amanhã, por ora, quase sempre, em breve |
|||||
|
|
anteontem, jamais, depois, actualmente, entretanto, então, ainda |
|||||
|
|
logo, etc |
|
|
|
|
|
|
Lugar |
aqui, ali, acolá, além, perto, longe, dentro, fora, abaixo, acima |
|||||
|
|
adiante, atrás, onde, aonde, de lado, em cima, à direita, de lés |
|||||
|
|
a lés, por onde, até onde, além, aquém, abaixo, acima, defronte |
|||||
|
|
detrás, algures, nenhures, etc |
|
|
|
||
|
Quantidade |
muito, pouco, mais, menos, demais, bastante, quase, tanto, tão |
|||||
|
/Intensida- |
excessivamente, quanto, por demais, pouco mais, pouco menos |
|||||
|
de |
nada |
|
|
|
|
|
|
Negação |
não, de modo algum, nem pensar, nem, nunca jamais, tão pouco |
|||||
|
Afirmação |
sim, mesmo, certamente, realmente, efectivamente, exactamente |
|||||
|
|
indubitavelmente, decerto, com certeza, nem mais, nem menos |
|||||
|
Dúvida |
talvez, provavelmente, possivelmente, eventualmente, se, por |
|||||
|
|
ventura, decerto, acaso, naturalmente |
|
|
|||
|
Inclusão |
até, ainda, também, mesmo, inclusive, inclusivamente |
|
||||
|
Exclusão |
só, apenas, senão, exclusive, somente, exclusivamente, única- |
|||||
|
|
mente, simplesmente |
|
|
|
||
|
Designa- |
eis, cá está, aqui está |
|
|
|
|
|
|
ção |
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|
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Caixa Econômica Federal 2009 Vem ai o novo concurso CEF 2009 Saiba mais e adquira sua apostila. |
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