Login
Parceiros
Estatísticas
Membros : 58280Conteúdo : 2819
Links da Web : 10
Visualizações de Conteúdo : 3844609
Traduzir esse site para:
| Entendemos o que lemos? |
|
|
|
Invista em você! Cursos profissionalizantes com certificado a partir de R$ 20,00
| Ensino Médio - Português | |||||||||||||
| Escrito por Milena Queiroz Gonçalves Santos | |||||||||||||
| Sex, 14 de Novembro de 2008 16:18 | |||||||||||||
|
Professor particular de inglês Não raro nos deparamos na mídia com algum artigo ou alguma notícia falando sobre a globalização, o desenvolvimento tecnológico, entre outros. À primeira vista, o contexto atual nos faz esquecer de certos fatos importantes, pois, as maravilhas oferecidas e criadas pela modernidade mascaram certos acontecimentos. E um deles é o analfabetismo funcional, o qual é definido pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), como pessoas com mais de quinze anos que cursaram até a 4ª série do Ensino Fundamental ou menos e, segundo uma pesquisa realizada em 2007, no Brasil 21,6% da população se encontra nessa situação.
Essa é a definição oficial para o analfabetismo funcional. Contudo, na prática, ele é muito mais complexo, pois, não afeta somente os cidadãos que não cursaram o Ensino Fundamental por completo, mas afeta uma parcela ainda maior, a qual, embora formando palavras e praticando a leitura, não é capaz de compreender o que lê.
Num primeiro olhar pode-se ter a errônea percepção de que esse fato se relaciona somente com a interpretação do texto, contudo, é muito mais profundo. Vivemos na era da inclusão digital e temos à nossa disposição uma das ferramentas mais democráticas do mundo: a internet. Nela é possível inserir um sem número de informações, sejam elas científicas ou não, permitindo que informações corretas e incorretas, atuais e desatualizadas, fiquem disponíveis a quem quer que deseje acessa-las.
Ao nos depararmos com as dificuldades de compreensão do que se lê no deparamos com um problema sério: a seleção de informações. Isso provoca a aplicação prática de inúmeros conceitos inadequados, sobretudo ao mercado de trabalho, pois, os leitores sofrem da deficiência interpretativa e seletiva.
A pergunta que surge diante desse fato é: quem são os culpados? A ela dá-se a seguinte resposta: todos nós, pois, de um lado tem-se um sistema falho de ensino, em que a interpretação de textos se resume meramente à repetição de informações pré-fornecidas e formatadas, tais como: “Aninha era uma menina linda que tinha um gato chamado Tomé. Todos os dias eles iam passear na floresta e Tomé comia mingau quando voltavam para casa.” Logo depois da exposição do texto, as aulas de interpretação se resumem a perguntas simples como: “Como era o nome do gato de Aninha?”; “Onde eles iam passear todos os dias?”; “O que Tomé comia quando voltavam para casa?”.
Esse tipo de atitude gera acomodação e torna a interpretação do texto sem sentido, pois, não induz o leitor à leitura crítica e à compreensão do que está lendo. E esse tipo de raciocínio fará falta no seu futuro como cidadão dotado de direitos e deveres.
Por outro lado, estamos nós leitores, acomodados às informações prontas que outros nos fornecem. Em lugar de reivindicarmos do sistema de ensino e de nós mesmos uma postura severa em relação a isso, nos damos por satisfeitos ao abrir um site e apenas “ler” o que está escrito, sem confrontar opiniões e fatos.
É preciso compreender que a informação talvez seja hoje a maior aliada de quem alcança o sucesso pessoal e profissional. Contudo, só é uma ferramenta se for correta, atual, precisa e bem aplicada. É hora, portanto, de explorar as diversas fontes de informação e selecionar em cada uma delas aquilo que é mais atual e contextualizado, evitando que sejam aplicadas informações inadequadas em quaisquer situações de nossas vidas, seja no âmbito pessoal ou profissional.
Caso você não concorde com o autor, ou mesmo concorde mas ache que faltou algo, ou queira discutir algum assunto, utilize o formulário abaixo e deixe seu recado.
3.26 Copyright (C) 2008 Compojoom.com / Copyright (C) 2007 Alain Georgette / Copyright (C) 2006 Frantisek Hliva. All rights reserved."
|


