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Ensino Médio - História
Escrito por Milena Queiroz Gonçalves Santos   
Sáb, 08 de Novembro de 2008 10:09

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O Problema da Palestina
Durante séculos, a Palestina foi povoada por uma maioria mulçumana de idioma árabe e por minorias cristãs e judaicas, mas, no final do século XIX, as proporções começaram a mudar à medida que os judeus da Europa Oriental passaram a emigrar, devido à pressão da perseguição russa e movidos pelo novo ideal sionista de voltar a formar um Estado nacional judeu. Em 1917, durante a Primeira Guerra Mundial, o governo britânico declarou que era partidário da criação de uma pátria judaica na Palestina, desde que a situação da população não-judaica não fosse prejudicada. Estas duas condições foram assinaladas no mandato em virtude do qual a Grã-Bretanha administrou o país, sujeito à supervisão da Liga das Nações.
Mais tais condições tornaram-se difíceis de conciliar, sobretudo depois que Hitler chegou ao poder devido ao aumento considerável da emigração judaica a partir da Europa. Os temores árabes deram lugar a uma grave insurreição antes da Segunda Guerra Mundial. Após a guerra e o holocausto dos judeus europeus, houve a exigência de se permitisse aos sobreviventes imigrar. A pressão norte-americana em apoio a esta demanda e o temor dos árabes de que a imigração conduzisse ao domínio ou ao despojo obrigaram o governo britânico a declarar sua intenção de retirar-se da região. No dia 29 de novembro de 1947, a Assembléia Geral das Nações Unidas aprovou um árabe e outro judeu, em virtude do qual Jerusalém ficaria sob controle internacional. O plano foi recusado pelos árabes. No dia em que as tropas inglesas se retiraram, em 24 de maio de 2948, David Ben Gurion proclamou o Estado de Israel e em seguida eclodiu uma guerra entre judeus e árabes vizinhos, cujos exércitos foram derrotados. A maior parte da Palestina passou a ser Estado de Israel; o restante foi juntado com a Transjordânia, para converter-se em Jordânia, e a Faixa de Gaza foi ocupada pelo Egito. Durante e após a luta, dois terços dos árabes palestinos passaram a ser refugiados na Jordânia, em Gaza, na Síria e no Líbano, que foram substituídos, em sua maioria, por imigrantes judeus provenientes no norte da África e do Oriente Médio. Entretanto, depois de 1948, os refugiados palestinos manifestaram seu desejo de voltar e ter seu próprio Estado: Israel negou-se a ouvir as demandas dos palestinos e os Estados árabes negou-se a reconhecer Israel.
Estes fatores, junto com a intervenção das forças externas, tiveram como conseqüência três guerras: em 1956, os israelenses, após sofrerem crescentes incursões guerrilheiras, atacaram o Egito, em conveniência com a Grã-Bretanha e a França, mas foram obrigados a se se retirar pela pressão do Estados Unidos e da União Soviética; em junho de 1967, os israelenses se se mobilizaram para evitar a ameaça que representava o fechamentos dos Estreitos de Tiran do tráfego naval israelense por Nasser e ocuparam a margem ocidental do Rio Jordão (depois que a Jordânia se aliou ao Egito), o Sinai e as Colinasde Gola, na Síria; em 1973, um ataque egípcio e sírio contra Israel, não teve êxito militar e abriu uma nova etapa de negociações. O presidente Sadat, do Egito, não desejava continuar a luta e sua vista a Jerusalém (em novembro de 1977), seguida pelos acordos árabes - israelenses de Camp David (1978), assim afirmou sua intenção. Entretanto, o governo do partido Likud, liderado por Begin, começou a endurecer sua posição em relação à margem ocidental (que diziam que formava parte do Israel bíblico), aumento consideravelmente os assentamentos nessa região. O centro do conflito mudou-se em 1978, quando Israel invadiu o sul do Líbano, para reagir à atividade guerrilheira palestina da OLP, e as forças israelenses chegaram até Beirute no verão de 1982.

O Oriente Médio a partir de 1945 até hoje
A partir do ano de 1945, o Oriente Médio passou-se por uma situação de agitação permanente e, sobretudo na última década, observou-se um grande aumento da violência e do sofrimento humano. Quase todos os governos da região foram extremamente autocráticos ou na forma de ditaduras militares; a maioria dos regimes revelou-se repressiva com a as comunidades minoritárias, os dissidentes políticos e, inclusive, com as organizações políticas.
Imediatamente após a Segunda Guerra Mundial, um misto de cansaço, depressão econômica e oposição interna obrigaram a Grã-Bretanha e a França a abandonarem de forma gradual o controle sobre a região. Estas mudanças foram acompanhadas de um crescente nacionalismo, continuando na década de 50, e que junto com o fim do isolamento soviético impulsionou os Estados Unidos a interessarem-se mais ativamente pelos assuntos do Oriente Médio. A Doutrina Eisenhower (1957) prometeu ajuda norte-americana aos regimes supostamente ameaçados pela agressão soviética. As intimidações veladas e abertas aos Estados Unidos, sobretudo na Jordânia em 1957 e no Líbano em 2958, incitaram a outros Estados a estabelecer relações políticas e militares mais estreitas entre si e com a União Soviética.
Nos anos de 1950 e 1960, os Estados Unidos converteram-se na influência externa mais poderosa no Oriente Médio, utilizando o temor à expansão soviética como pretexto para aumentar seu apoio a Israel, que junto com a Arábia Saudita e ao Irã (até 1979) representaram os interesses norte-americanos na região. A instabilidade inerente dos "Estados revolucionários" (Egito, Iraque e Síria) tornava-os sócios poucos confiáveis para a União Soviética. Os países árabes não podiam aliar-se de forma efetiva contra Israel, em parte porque deviam manter suas tropas regulares em suas capitais em épocas de crise para sustentar seus regimes impopulares. Israel prosperou graças às diferenças entre os países árabes, especialmente á medida que se evidenciou, nos anos 70, que a União Soviética não estava disposta a se arriscar em uma confrontação com Israel. A invasão do Afeganistão em 1979, considerada a ação militar de maior envergadura da União Soviética, foi uma aberração mais onerosa do que sintomática de uma política global.

A Questão Palestina
O conflito Árabe-Israelense dominou a política do Oriente Médio a partir de 1948. Da mesma maneira que as quatro guerras mais importantes entre os países árabes e Israel, o conflito se transferiu para o Líbano, devido ao grande número de palestinos que vivem neste país e porque a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) usou-o como base para operações guerrilheiras contra Israel desde 1968. A partir de sua fundação, Israel estendeu suas fronteiras de 1948 em direção á margem ocidental do Rio Jordão e a Gaza (1967), à Península do Sinai (1956, 1967-1982), ás Colinas de Gola (em 1967 e oficialmente incorporadas a Israel em 1981), controlando grandes áreas do sul do Líbano desde 1978. A visita do presidente egípcio Anuar el-Sadat a Israel em 1977 e o tratado bilateral entre ambas as nações assinado posteriormente resultavam na devolução da Península do Sinai para o Egito em 1982. Israel justificou esta expansão territorial e a criação de um grande número de assentamentos na margem ocidental ocupada, declarando que necessitava assegurar suas fronteiras e proteger seus cidadãos contra os ataques guerrilheiros. Cerca de 300 israelenses morreram em conseqüência destes ataques entre 1967 e 1982, alguns incidentes particularmente bárbaros, como o massacre de Maalot, em março de 1978, onde a maioria da 34 vítimas e 78 feridos eram crianças. Entretanto, dois mil civis palestinos e libaneses foram mortos, e entre 15 a 20 mil perderam a vida nas operações em torno de Beirute nos meses de junho e agosto de 1982.
O caminho da paz
Os momentos de tranqüilidade diminuíram entre os árabes e israelenses; em 1987, a OLP convocou o levante palestino nos territórios ocupados e a luta desigual que sustentou com o Exército israelense atraiu novamente a atenção do mundo. A Intifada criou uma situação desagradável para Israel; a guerra convencional e não foi declarada o obrigou a radicalizar as medidas repressivas, que resultaram na deterioração de sua imagem internacional e desgastou a moral nos territórios ocupados de Gaza e Cisjordânia. Iniciando a década de 1990, a realidade da sociedade israelense, com a rebeldia da juventude, os movimentos pacifistas, a crise econômica, a desilusão militar e o desejo de finalizar a guerra por parte da maioria silenciosa, abriu caminho, nos setores mais progressistas, à idéia de trocar a paz por terra, que não foi compartilhada pelos setores conservadores.
As mudanças sofridas pelo mundo nos últimos tempos alteraram a situação árabe-israelense. A queda da União Soviética como potência rompeu a bipolaridade e deixou sem apoio os aliados árabes da ex-URSS e a OLP, que contava com suas simpatias, modificando assim a situação no Oriente Médio.
A Guerra do Golfo foi outro pólo desestabilizador. Israel teve que suportar ser alvo dos mísseis do líder iraquiano Saddam Hussein, sem responder a eles em respeito aos novos amigos norte-americanos. Mas quem perdeu com os resultado da Guerra do Golfo foi a OLP e Yasser Arafat, que se alinharam junto ao derrotado Hussein e perderam com isto a amizade e ajuda financeira tanto dos Emirados como da Arábia saudita, provocando a crise na organização. Todos estes acontecimentos tornaram compreensível a análise "realista" tanto israelense como palestina, que os aproximou de um acordo que antes parecia inaceitável.
Em setembro de 1993, o líder da OLP, Yasser Arafat, e trabalhista Yitzhak Rabin, que subiu ao poder de Israel em 1992, dispuseram-se a negociar: o primeiro em Oslo, depois em Túnis e Jerusalém, até em que Washington, israelenses e palestinos chegaram a um acordo de paz. O acordo de "Gaza e Jericó primeiro" não resolveram todos os problemas que arrastaram décadas de guerra: não existia o compromisso da criação de um Estado Palestino, nem consignava a situação de Jerusalém ou das fronteiras, mas a autonomia restringida implicada na retirada antecipada das tropas.
Franciscanos temem que Israel ataque Igreja da Natividade
ROMA (Reuters) - Padres franciscanos temem que o Exército israelense esteja tentando legitimar um ataque "iminente" contra a Igreja da Natividade em Belém ao alegar que os monges no local são mantidos reféns, disse na sexta-feira o porta-voz do grupo Franciscanos na Terra Santa.
"Há informações de que o Exército decidiu considerar os monges franciscanos que estão dentro da Igreja da Natividade, em Belém reféns", afirmou o padre David Jaeger em uma declaração divulgada pela Fides, agência de notícias do Vaticano para o braço missionário.
"É impossível deixar de temer que esse argumento possa ser usado para legitimizar um possível e iminente ataque militar", disse. "Os monges não são reféns; eles estão em sua própria casa".
Israel acusa cerca de 200 atiradores palestinos e civis de utilizarem a igreja para se esconder em meio aos clérigos e às freiras e por isso os religiosos estariam sendo mantidos reféns no local.
O Exército israelense disse que ajudou quatro padres a escapar da igreja na sexta.
Os palestinos dizem que são as tropas que cercam a igreja que transformaram os internos em reféns.

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