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A evolução dos computadores PDF Imprimir E-mail


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Vestibular - Informática para vestibular
Escrito por Milena Queiroz Gonçalves Santos   

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Os primeiros computadores
 
O primeiro computador eletrônico para processamento de dados em empresa foi um UNIVAC-1 adquirido pela General Electric em 1954.   Mas o primeiro IBM650 deu à IBM a liderança mundial na produção de computadores.
No período de 1954 a 1959, situam-se os computadores de primeira geração, isto é, funcionando na base de milhares de válvulas a vácuo e de grandes dimensões, destinados geralmente a aplicações científicas.   A adoção da fita magnética constituiu um enorme avanço tecnológico.

Os Transistores
 
Entre 1959 e 1964, foram introduzidos os computadores de segunda geração, menores e mais rápidos e com grande capacidade de computação, baseados em transistores e circuitos de estado sólido (solid state). Eram as válvulas, enormes, que ocupavam a maior parte da estrutura física de um computador.   Fabricado inicialmente pela Fairchild Semiconductors, o transistor era uma maravilha eletrônica que fazia a mesma coisa que uma válvula – deixar ou não deixar passar uma corrente elétrica -, mas ocupando um espaço muitas vezes menor: enquanto uma válvula mal cabia na palma da mão, um transistor era menor que um dedo mindinho.
Surgiram os programas de linguagem orientada para a máquina destinados a aplicações comerciais nas empresas.   A adoção do disco magnético de alta velocidade e de acesso rápido trouxe elevada rapidez no processamento de dados.
Em 1964, a IBM lançou o primeiro computador de terceira geração, baseado em circuitos integrados microminiaturizados de enorme capacidade de entrada-saída, vasto armazenamento interno e operando em bilionésimos de segundos: a família do Sistema/360, com enorme sucesso comercial.

Os microchips
 
Em 1970, a IBM introduziu sua Série 370, baseada em circuitos com chips de silicone, que para muitos representa a quarta geração, enquanto para outros significa ainda um desdobramento da terceira geração.   O microchip tem a mesma função dos transistores, transferir ou reter a corrente elétrica.   A diferença está na dimensão: se o transistor era do tamanho de um dedo, o microchip era menor que a impressão digital.   O que permitiu o aparecimento dos microchips foi a aplicação prática de novos semicondutores de eletricidade, que tem esse semi no nome porque conduzem - ou não – uma carga elétrica.   O computador funciona com base no sistema binário, o sistema binário funciona através de leitura de um impulso elétrico, e quanto mais rápida for essa leitura maior será a capacidade do computador.

O Surgimento dos microcomputadores
 
É surpreendente, mas antes do microcomputador surgiu o vídeo game. Três sujeitos de 25 anos, que trabalhavam juntos no altamente tecnológico instituto Ingham, em Massachusetts, nos Estados Unidos, e que eram fanáticos por ficção científica, começaram a juntar protótipos de equipamentos que o instituto estava desenvolvendo.   E se puseram a pensar se tudo aquilo não poderia ser transformado em algo útil para matar o tempo entre um projeto e outro.   Para seus chefes, eles justificariam o esforço dizendo que estavam trabalhando numa demonstração das petencialidades interativas da computação. O resultado foi o SpaceWar, o primeiro game.
O primeiro minicomputador foi lançado pela Digital Equipment Corporation em 1965.  
Entretanto, foi o americano Apple, criado por Steve Jobs e Stephen Wazniak, que na década de 70 se tornou popular e acabou por revolucionar a informática.
Ao mesmo tempo a Xerox Corporation, não querendo perder o bonde do avanço tecnológico, decidiu investigar algumas opções de negócios que poderia vir a ter no futuro, além de fabricar e alugar máquinas copiadoras.   Para isso, contratou a nata das cabeças pensantes da época – cientistas, principalmente, mas também gênios recém-saídos de universidades de alta tecnologia e confinou essa turma em seu Centro de Pesquisas em Palo Alto, cidade da Califórnia. Chegaram, após dois anos a duas idéias bem interessantes:
A primeira foi um protótipo chamado de Alto, o Alto era simplesmente uma tela vertical de televisão, acoplada a um teclado semelhante ao de uma máquina de escrever, e ambos conectados a uma caixa, pouco maior que um nobreak atual, dentro da qual programas com instruções faziam a engenhoca funcionar.    O conceito era incrivelmente revolucionário para uma época em que computadores eram equipamentos enormes, pesadões e, principalmente, caríssimos, tanto que só grandes empresas podiam possuir um.   O Alto ainda possuía características bem interessantes:
-                       Os cientistas criaram pequenos desenhos que ficavam na tela, facilmente reconhecíveis, através dos quais era possível abrir programas (os ícones bem conhecidos por nós);
-                       Para abrir os desenhos, foi usado um pequeno aparelho, ao movê-lo, reproduzia os movimentos na tela, era o mouse.
-                       Ao invés de fazer os caracteres, eles já apareciam prontos, num processo semelhante a de uma máquina de escrever, o sistema construía cada um deles, a partir de milhões de pontos isolados (ou pixels como conhecemos), um processo hoje chamado de bit mapping.
-                       Para operacionalizar os comandos do Alto, a Xerox criou uma linguagem com codificação própria, chamada de Smalltalk.
Foram construídas 150 unidades do Alto, mas nenhuma chegou a ser colocada à venda - se fosse, seu preço na época teria que ser superior a 30 mil dólares.   O Alto era tão avançado que muitas de suas características não apareceriam nem na primeira geração dos microcomputadores da Apple, em 1976, mas só na seguinte, com o Macintosh, em 1984.
A segunda grande idéia foi a previsão de interligar todos os computadores pessoais, o que permitiria a seus usuários acessar e transferir dados uns para os outros.   É bom lembrar que nem os grandes computadores tinham capacidade de fazer esse tipo de interação na época.   Nome que os cientistas da Xerox deram a essa rede: Ethernet.
De uma tacada só, a Xerox havia antecipado toda a revolução das décadas seguintes, construindo o micro pessoal e antevendo a internet atual (porque no começo dos anos 70 a Arpanet, avó da internet, não se parecia em nada com a internet que conhecemos hoje).
Como a Xerox não colocou o Alto à venda, a honra de lançar o primeiro computador pessoal – em inglês Personal Computer, ou PC – coube a uma pequena americana de porte médio, a MITS (Micro Instrumentation and Telemetry Systems) em 1975.   E não era bem o que hoje reconheceríamos como sendo um micro, mas um kit de partes vendidas separadamente e que tinham que ser montadas pelo próprio usuário.  Mas já tinha o cérebro dos micros atuais.   Um único microprocessador, um chip, fabricado pela Intel.   E as instruções para eur ele pudesse funcionar estavam contidas em um programa em linguagem BASIC, escritas por Bill Gates e seu colega de escola Paul Allen.   Ambos tinham, na época, 18 anos, e estavam apenas entrando na faculdade de medicina. Era o Altair 8800 custava 395 dólares e tinha 256 bytes de memória .   Como cada letra corresponde a um bit, e 256 bytes são 2 048 bits , a memória básica di Altair era suficiente para guardar na lembrança o conteúdo de uma página.   O Altair desapareceu logo depois que a Apple entrou no mercado.
Depois de ver seu projeto rejeitado pelas grandes fabricantes de computadores, Steve Jobs e Stephen Wozniak decidiram montar na garagem da casa de Steve Jobs, o seu microcomputador, em 1976, na Califórnia, e assim a empresa começou.   Eram três sócios: Steve Jobs, Stephen Wozniak, e Ron Wayne.   Quando a idéia surgiu, Jobs e Wayne trabalhavam na Atari, e Wozniak na Hewlett Packard, a HP.   Em janeiro de 1977, Ron Wayne decidiu deixar a sociedade e recebeu sua parte: um cheque de 1800 dólares. . Se tivesse ficado tornaria-se milionário menos de três anos depois. O que ninguém esperava, nem mesmo eles, é que o Apple se tornasse o sucesso estrondoso que foi e, que ambos se convertessem num mito da informática.   Numa dessas histórias que parecem contos de fadas, os dois Steves amealharam um milhão de dólares em um ano e o microcomputador mostrou que veio para ficar. O Apple foi, seguramente, o maior responsável pelo desenvolvimento e universalização da microinformática.
A primeira grande empresa a achar que o negócio de micros não tinha futuro foi a Hewlett Packard. Steve Wozniak ainda trabalhava para a HP, em 1976, quando montou o primeiro protótipo do Apple I e tentou convencer sua empresa a entrar naquele novo ramo.   Os diretores da HP fizeram sua obrigação profissional: mandaram memorandos a diversas áreas da empresa, convidando os seus responsáveis para ver uma demonstração prática e em seguida perguntando se interessava. A resposta unânime foi não.
Em 1981, a Apple já faturava 500 molhões de dólares anuais.   Nada mal para quem, em 1976, tinha começado o negócio com um capital inicial de 1750 dólares, fruto da venda de uma calculadora HP de Jobs e da Kombi de Wozniak.
Os computadores da Apple possuíam joguinhos que não ocupavam muita memória e um editor de texto bem simples.    O grande salto – que abriria os olhos das corporações para a primeira real utilidade prática do micro – veio em 1979, com o VisiCalc, a mãe das planilhas eletrônicas de cálculo.   Foi o VisiCalc que impulsionou as vendas de um novo modelo que estava sendo lançado, o AppleII, e multiplicou da noite para o dia o valor da Apple como empresa.
A IBM, a empresa responsável pela disseminação da informática nos quatro cantos do mundo e por muitas pesquisas técnicas e mercadológicas, demorou para acreditar no mercado de micros e preferiu focar seus esforços nos grandes sistemas, que eram literalmente uma máquina de fazer dinheiro.   Foi só em 1979, após o sucesso do VisiCalc, que a IBM acordou.   E, aí, pulou da cama com a corda toda.
Em agostou de 1981, o micro da IBM estreou no mercado, vendido 1565 dólares e com 16K de memória.   Mas, quando o IBM-PC chegou às prateleiras, a reação do pessoal da Apple foi de alívio – e de certa arrogância.   Steve Jobs diria: a maior empresa de computadores do mundo conseguiu construir um micro pior do que aquele que montamos seis anos atrás numa garagem.
Jobs estava enganado. Com seu sólido nome e sua estrutura de distribuição, já em seu primeiro ano no mercado a IBM vendeu 50 mil micros.   E apenas dois anos depois, em 1983, passaria a Apple em vendas.    Isso porque quando a IBM entrou no mercado, permitiu que seu sistema operacional – o MS-DOS – fosse usado também por outras companhias.   Isso permitia que qualquer empresa de software pudesse desenvolver programas para os micros da IBM e que qualquer empresa de tecnologia pudesse fabricar micros compatíveis com o IBM-PC.   A primeira delas foi a Compaq, em 1983, mas logo haveria uma proliferação de marcas famosas no mercado – Toshiba, Dell e HP, entre outras (é o que se chama de arquiterura aberta).   Já a Apple resolveu trancar a sete chaves seu sistema operacional o Applesoft BASIC e portanto tinha que fazer tudo sozinha.
Rapidamente, as empresas que desenvolviam aplicativos abarrotaram o mercado com programas para os micros da IBM ou seus similares.   Além disso, um disquete gravado em um IBM-PC podia rodar em micros de qualquer outra marca, menos num Apple. Um disquete gravado no Apple só podia rodar em outro Apple.   Assim, a IBM estabeleceu um novo padrão para o mercado:   ela e o resto de um lado, e a Apple sozinha do outro.    Era muito peso para um só prato da balança. E, além de tudo, os micros da IBM ainda eram 10% mais baratos que os da Apple.

O primeiro Notebook
 
O micro portátil foi lançado em 1981, por uma empresa desconhecida, a Osborne Computers.   O Osborne I pesava 12 quilos, mas apesar de ser um peso-pesado se tornou um sucesso instantâneo.   Tinha tudo o que um micro tinha e era uma pechincha: custava 1800 dólares, só 15% a mais que o micrão da IBM.
Adam Osborne, o dono da empresa, deu a seu micro portátil o nome de laptop (algo como nas coxas), é que quando os computadores pessoais foram lançados, eles ganharam o apelido de desktop, ou em cima da mesa, para diferencia-los dos enormes computadores das empresas, que ficavam no chão.   Daí, o micro portátil virou laptop, no colo.   E, mais recentemente, apareceu o palmtop, porque cabe na palma da mão.   Do jeito que vai, o próximo passo talvez seja o nailtop, pois deverá caber na unha – e ainda vai sobrar espaço (ora já existe filmadora em forma de comprimido!!!).
Da mesma forma que a IBM relutou para entrar no mercado de micros, também os fabricantes de micros estavam mais que satisfeitos com suas vendas.   Porém foi só a Osborne entrar no mercado com os laptops, para os grandões (muito maiores e mais bem aparelhados) lançarem suas versões de micros portáteis, com tecnologia mais avançada, menos peso e menor tamanho.   A demanda foi grande e a Osborne não estava preparada, vítima de seu sucesso, a Osborne foi à falência menos de dois anos após revolucionar o mercado.


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